Cooperativismo


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Rumos do Cooperativismo Paranaense

As cooperativas paranaenses, como todas as empresas, passam por um momento de grandes transformações, em função da sua inserção nos mercados mundiais globalizados. Para crescerem mesmo frente à competitividade mundial, essas empresas e as cooperativas têm repensado seu potencial e suas estratégias. A profissionalização dos negócios, a escala da produção, a concentração de energias no foco de seu negócio e a procura por nichos de mercado são algumas das principais condições para o fortalecimento e crescimento do sistema cooperativo.

Para se adequarem a essas condições precisarão investir cada vez mais em educação contínua e ininterrupta, preparando seus profissionais para a gestão profissional sem perder de vista o objetivo central do cooperativismo, que é o benefício econômico e social do cooperado.

No contexto da competitividade, terão de se adequar às exigências do mundo quanto à defesa das causas ambientais, à evolução constante da tecnologia, à modificação permanente das estruturas das corporações e à mobilidade do capital internacional. Os desafios passam também pela febre fiscal e pela retração paulatina do governo tanto de programas de apoio ao desenvolvimento de setores onde estão inseridas as empresas cooperativas, quanto de empresas que eram de sua propriedade, através dos processos de privatização.

Dado à filosofia participativa do poder decisório das cooperativas não é tarefa fácil para elas encararem a competição com corporações transnacionais detentoras de capital, que tem maior conhecimento de novas tecnologias e do mercado, agilidade na tomada de decisões e um marketing profissional e com recursos . Para fazer frente a estas forças faz-se imprescindível o estudo de parcerias, de fusões e de integrações e a escolha das prioridades da ação da cooperativa.

Uma das grandes vantagens da cooperativa é sua estrutura ser totalmente baseada nas "pessoas", o que permite a ela utilizar-se do conhecimento e da vivência que estes cooperados tem de em suas comunidades, além do estreitamento das relações entre produtor-mercado-consumidor. A vantagem de estar diretamente inserida dentro de uma comunidade, a vantagem de basear suas operações na honestidade, transparência, eqüidade e responsabilidade social, além da saúde financeira, devem ser utilizadas pelas cooperativas num esforço de marketing junto à sociedade para o alcance de seus objetivos reais.

As cooperativas, que são sociedades de pessoas, têm que atuar de forma a corresponder aos anseios dos seus cooperados, sem perder de vista a eficiência do negócio, que exige fidelidade, participação e capitalização. Cabe aos dirigentes, líderes, e a todo o quadro social esclarecido e participante, assessorado por profissionais competentes, definir o rumo da empresa cooperativa, os negócios onde deve atuar e as parcerias que pode realizar.

Infelizmente a globalização da economia, que traz grandes empresas para competir à nossa porta, dificulta a convivência das pequenas indústrias de atuação regional e escala limitada; aliás, estrategicamente grandes corporações estão atuando de forma errada, pois suas ações avassaladoras alijam os pequenos, os principais empregadores que geram renda para as pessoas comprarem os produtos fabricados pelas megaempresas. O segredo está na inteligência das parcerias estratégicas e na integração entre cooperativas e empresas para participação no mercado de forma organizada, a fim de conquistar clientes pela qualidade dos produtos e serviços e facilidade na logística do atendimento. Os desafios, que começam na porta de nossas propriedades, terminam no além mar, onde parte de nossa produção é consumida.

Para vencerem, as cooperativas devem realçar sua identidade no meio onde atuam, antecipando-se às exigências do mercado através de estudos e pesquisas sobre as novas tecnologias, produtos em ascensão no mercado consumidor e formas de integração para obtenção de tecnologia, capital e mercado. Esses são os grandes desafios que requerem estratégias e ações empresariais e profissionais.

João Paulo Koslovski
Presidente da Ocepar e Sescoop/PR




A Primato terá mais de R$ 500 mil de sobras e programa fidelidade, no exercício de 2011. O que representa um retorno de mais de 14% sobre o capital social do cooperado. Vc sabia que tudo que o cooperado compra na Primato é incluso p/ o cálculo das sobras?

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